A Nova Dinâmica dos Shopping Centers: Quando o Lazer e os Serviços Superam as Compras

POR: Roni Magnos
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Os centros comerciais deixaram de ser apenas espaços voltados exclusivamente para transações de varejo. Um estudo realizado pela Alqia — que ouviu mais de 26 mil pessoas em sete estados brasileiros — revela que lazer e serviços já somam 57% das motivações que levam os consumidores a frequentar esses empreendimentos.

Enquanto as compras continuam a ser o principal atrativo para 43% dos frequentadores, o setor de lazer atrai mais de 35%, e a busca por serviços responde por 21% das motivações.

Mudança de Hábito e Frequência Elevada

A diversificação de atrativos impactou diretamente a frequência com que o público marca presença nesses espaços. O levantamento aponta que:

  • Quase 30% dos entrevistados visitam centros comerciais diariamente.

  • 21,5% frequentam de duas a três vezes por semana.

Esse comportamento reflete a integração desses espaços na rotina diária das cidades. Atividades ligadas à gastronomia, eventos, saúde, bem-estar e conveniência ganharam peso relevante, transformando os malls em hubs de convivência.

No aspecto financeiro, o consumo se distribui de forma ampla: 59% dos frequentadores gastam até R$ 500 por mês nesses espaços, 41% ultrapassam esse valor, e cerca de 5% desembolsam mais de R$ 3 mil mensalmente.

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Essa transformação no comportamento do consumidor impulsiona novos formatos arquitetônicos e conceituais, como os empreendimentos em formato boulevard (a céu aberto). Um exemplo dessa tendência é o projeto do Dona Lola Outlet, em Ilhota (SC), desenvolvido pela PROCAVE.

O empreendimento exemplifica a convergência de múltiplos usos em um único espaço ao integrar operações de varejo, alimentação e serviços a uma ala corporativa com dezenas de salas voltadas para escritórios e clínicas. O objetivo desse modelo misto é garantir um fluxo contínuo de pessoas ao longo do dia, atendendo tanto o público em busca de compras e lazer quanto profissionais e frequentadores de serviços essenciais.

Perspectivas do Setor

Especialistas apontam que a sustentabilidade de um centro comercial moderno depende da capacidade de oferecer múltiplos motivos de permanência. A adoção de formatos abertos e integrados à comunidade local fortalece o varejo físico, criando sinergias entre as lojas e ampliando a relevância desses espaços frente às mudanças nos hábitos de consumo da sociedade.

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