Economia Circular

POR: Altissimo Gilberes
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Acontece nesta segunda semana de maio o Fórum mundial sobre Economia Circular. O Fórum vem trazer discussões sobre a geração de resíduos no mundo, a circularidade (recirculação do resíduo dentro da cadeia produtiva), exemplos bem sucedidos sobre reaproveitamento e novas tecnologias e inovação na cadeia produtiva.

O que as pessoas entendem hoje como reciclagem é apenas uma parte das possibilidades reais da Economia Circular. Em alguns casos nós estamos apenas aumentando o ciclo de vida dos materiais. Como exemplo, uma camisa feita de garrafa PET, eu aumento o ciclo de vida daquele produto que era uma garrafa PET, mas em algum momento aquele material vai ser descartado, se tornar inservível. É uma boa prática, mas não resolve de fato o problema do resíduo, isto é a chamada Economia Circular de Ciclo Técnico.

Podemos ter também a Economia Circular de Ciclo Biológico, onde um novo material pode ser produzido de material orgânico e entra no ciclo da compostagem, ou mesmo um novo material produzido a partir da compostagem que pode retornar a sua origem que é a natureza. Como exemplo disso temos uma startup criada dentro da Zona Franca de Manaus que produz embalagens feitas da casca de mandioca que pode retornar a terra como composto orgânico. O interessante desta startup que produz cerca de 120.000 embalagens por mês é que ela está localizada em um dos maiores polos de distribuição de eletrônicos do país, a Zona Franca de Manaus. Este foi um dos casos apresentados no Fórum de Economia Circular que está acontecendo em São Paulo neste mês de maio.

A Finlândia, uma nação com cerca de 5,5 milhões de habitantes, está envolvida com a meta carbono neutro. Eles desenvolveram um centro de Economia Circular. E tem trabalhado muito para alcançar a meta. Eles entendem que o esforço tem que ser conjunto e envolver a América Latina, Ásia e demais continentes. É preciso criar uma rede de networking para discutir e buscar soluções. Temos que entender a Economia Circular como ferramenta de promover justiça e igualdade social. É preciso repensar o futuro, reduzir a desigualdade e empoderar os trabalhadores que estão na base do processo (recicladores). É preciso a promoção dos direitos das mulheres. Os povos originários representam 5% da população, no entanto, são eles que protegem 80% da biodiversidade com seu modo de vida, sua cultura.

Uma importante ferramenta que veio para trazer métricas neste processo foi o ESG, temos a meta 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU que também corroboram para alcançar os objetivos da Economia Circular.

Esta é uma causa que precisa do envolvimento de empresas, governo, universidades e sociedade civil.

Para que se tenha sociedades resilientes, sustentáveis é preciso que elas sejam inclusivas. Precisa repensar sobre regeneração e cuidado com a sociedade.

Estamos trabalhando cerca de 25% do problema (destinação e ciclo de vida) e os outros 75%? São uma oportunidade incrível de negócio ou mesmo de evolução humana.

Estamos no momento que o mundo todo está buscando soluções para adaptação as mudanças climáticas, buscando soluções para a problemática de resíduos. E o problema precisa ser enfrentado com estratégias, conhecimento científico aplicado aos negócios e inovação.

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